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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Também no jornal Público: Somos mesmo o povo mais racista da Europa?



A partir de um “estudo experimental feito com 40 estudantes universitários portugueses”, pretendeu-se provar cientificamente que Portugal é o país mais racista da Europa (cf. PÚBLICO, 02.09.2017). Tal acusação não chega a ser grave porque é simplesmente absurda. Qualquer pessoa que conheça minimamente a Europa sabe que assim é.

No mesmo estudo, a par do ranking do “racismo biológico”, onde aparecemos em primeiro lugar, publica-se um outro ranking sobre o que se designa de “racismo cultural”, ou seja, como nos é dito, sobre a percentagem da “população que acredita que há culturas melhores”. Neste outro ranking não estamos “tão bem” classificados – aparecemos “apenas” em quinto, atrás da Noruega, Dinamarca, República Checa e Grã-Bretanha – mas, ainda assim, o absurdo mantém-se, aqui, desde logo, ao nível das premissas do estudo.

Apenas um exemplo: se nós dissermos que historicamente há culturas que foram menos potenciadoras de atitudes racistas (como a cultura lusófona) e as valorizarmos por isso, desde logo em relação àquelas que, pelo contrário, propiciaram mais atitudes racistas (como a cultura bóer, na África do Sul), estaremos, ao fazê-lo, a ser racistas, ou seja, a dizer que, neste âmbito, há culturas melhores do que outras.

Tal posição é, de resto, não apenas absurda do ponto de vista lógico, como no plano legal. Apenas mais um outro exemplo: como se sabe, há culturas que não apenas toleram como incentivam a prática da excisão genital feminina, prática ilegal em Portugal e em muitos outros países. Pois bem: à luz deste estudo e para não corrermos o risco de sermos considerados racistas, teríamos que defender que as culturas que não apenas toleram como incentivam a prática da excisão genital feminina não são piores ou melhores do que as outras. Difícil, com efeito, imaginar um absurdo maior.

Uma palavra final quanto à pretensa cientificidade do estudo: o conceito de ciência é, a par do de democracia, o conceito mais prostituído da nossa contemporaneidade. Tal como se aplicou o termo de democrático aos regimes mais anti-democráticos, também o termo científico caucionou historicamente as maiores aberrações. Para não sair desta temática do racismo: ainda não há muito tempo, proliferaram estudos pretensamente científicos a caucionar a alegada inferioridade de algumas raças. O que não é difícil: com amostras de quarenta pessoas (estudantes universitários ou não), pode-se “provar” tudo o que queiramos.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

15-18 de Novembro: Programa do 2º Festival TABULA RASA



O Programa foi publicamente apresentado no dia 24 de Fevereiro de 2017, data em que lançámos igualmente o volume que resultou da primeira edição deste Festival.




Conforme o publicitado no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Fátima, entidade promotora do evento, no dia 24 de Fevereiro, e, mais recentemente, no dia 9 de Março, no Palácio da Independência, sede do MIL: Movimento Internacional Lusófono, entidade organizadora, está já acessível o Programa do II Festival TABULA RASA, que irá decorrer entre os dias 15 e 18 de Novembro. Assim, no primeiro dia, teremos, da parte da tarde, o Anúncio dos Prémios “Obras TABULA RASA 2016-2017”, a serem entregues no última dia, bem como as Conferências de Abertura, a serem proferidas por Adriano Moreira e Guilherme d’Oliveira Martins. Depois do jantar, teremos a apresentação da Revista NOVA ÁGUIA Nº 20 e de outras obras.

No dia seguinte, inicia-se uma série de quatro painéis, que se estendem pelo terceiro dia, sobre “A Literatura e o Sagrado” (tema geral deste II Festival) nos diversos países e regiões do espaço de língua portuguesa: em Portugal, por Annabela Rita; em Angola, por Carlos Mariano Manuel; no Brasil, por Mariene Hildebrando; em Cabo Verde, por Elter Manuel Carlos; na Galiza, por Maria Dovigo; em Goa, por Henrique Machado Jorge; na Guiné-Bissau, por Pequi Mpuló; em Malaca, por Luísa Timóteo; em Macau, por Jorge Rangel; em Moçambique, por Delmar Maia Gonçalves; em São Tomé e Príncipe, por Orlando Piedade; e, finalmente, em Timor-Leste, por Luís Cardoso.

Para além desta dimensão lusófona, este Festival terá ainda uma dimensão ecuménica, com um painel, a decorrer na tarde do dia 16, sobre “O sagrado nas várias tradições religiosas”: na tradição católica, por Samuel Dimas e Joaquim Domingues; na tradição islâmica, por Fabrizio Boscaglia; na tradição judaica, por Pedro Martins; na tradição druídica, por Joaquim Pinto; na tradição oriental, por Rui Lopo. No dia seguinte, teremos um outro painel sobre “O sagrado no pensamento, na poesia e nas artes plásticas”; no pensamento, por Manuel Cândido Pimentel; na poesia, por Luísa Malato e Celeste Natário; nas artes plásticas, por José Carlos Pereira. Nas noites de 16 e 17, teremos ainda dois painéis-tertúlia onde alguns escritores falarão sobre a sua experiência de escrita: Fernando Pinto do Amaral, Maria João Cantinho e Isabel Alves de Sousa (16); João de Melo, Alexandre Honrado e Risoleta Pinto Pedro (17).

Na manhã de dia 18, finalmente, entregar-se-ão os Prémios “Obras TABULA RASA 2016-2017”, nas diversas categorias: literatura infanto-juvenil (justificação: Pedro Teixeira Neves); poesia (justificação: António José Borges); ficção (justificação: António Ganhão); filosofia (justificação: Luís Lóia). Depois, conforme o já anunciado, Miguel Real irá justificar a entrega do Grande Prémio “TABULA RASA Vida e Obra” a Pinharanda Gomes, que fará depois também uma intervenção. Por fim, ainda antes do almoço, far-se-á o encerramento formal do II Festival, sendo certo que, pela tarde fora, bem como nos três dias anteriores, teremos alguns momentos culturais surpresa. Não é, de facto, por acaso que os Festivais TABULA RASA assumiram o lema: “Muito mais do que um Festival Literário…”.

 

 
Co-organização MIL/ NOVA ÁGUIA - para mais informações:

O MIL na RTP África...



Para ver:

Mais recente Livro MIL: "Amadeo de Souza-Cardoso – A Força da Pintura"

Outras obras promovidas pelo MIL:

terça-feira, 24 de outubro de 2017

13-14 de Novembro: V Congresso da Cidadania Lusófona

Ver Programa:
http://cidadanialusofona.webnode.com/
Participem, por favor, neste Inquérito - os resultados serão depois discutidos no V Congresso da Cidadania Lusófona, em particular no segundo dia, onde esperamos uma assistência de mais uma centena de pessoas (sobretudo, jovens): Que tipo de Liberdade de Circulação (LC) considera ser mais importante para os membros da comunidade lusófona?

Agostinho da Silva, primeiro inspirador da CPLP...

Cármen Maciel, "A construção da Comunidade Lusófona a partir do antigo centro", Tese de Doutoramento em Sociologia, Fac. Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova de Lisboa, 2010 (Tese vencedora da 4ª edição do "Prémio Fernão Mendes Pinto"), Lisboa, Instituto Camões, 2015, p. 50.

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona (I e II)" como oferta...



Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Como se decapita um país...


Nada temos contra a FCT: Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a entidade que, no essencial, gere, em Portugal, todos os fundos ligados à investigação científica. Bem pelo contrário: graças à FCT, fomos sucessivamente bolseiros de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento (até a nossa actividade de docência universitária se ter tornado incompatível com o estatuto de bolseiro), o que nos permitiu ter a oportunidade (mais do que a oportunidade, o privilégio) de estudar a fundo algumas das figuras maiores da filosofia portuguesa – em particular, José Marinho e Agostinho da Silva. Nada nos move pois, de todo, contra a FCT.

Nos últimos anos, porém, algo mudou, conforme relatos que nos têm regularmente chegado – transcrevemos aqui em parte um dos últimos, particularmente impressivo: “É com muita pena que tomo conhecimento da saída de Portugal de mais um investigador (...), deixando de dar prioridade às suas investigações sobre o Pensamento Português. Pelo que entendo, a sua situação é devida, pelo menos em parte, a uma praga que afecta vários jovens investigadores e que nos últimos tempos não tem sido suficientemente denunciada na Academia: a extrema escassez de financiamentos para investigação sobre Pensamento Português, na área da Filosofia, principalmente a nível de pós-doutoramento (…).”

Como se pode ler ainda na missiva: “Com efeito, trata-se de um dos patentes sinais de uma situação grave e preocupante - para não dizer vergonhosa - que se tem vindo a criar nos últimos anos: a sistemática exclusão, quanto a financiamentos, dos projectos de investigação de pós-doutoramento (e não só) sobre Pensamento Português, por parte das entidades financiadoras (FCT in primis). Uma inteira geração de investigadores doutorados (ou com formação) em Filosofia, portugueses e estrangeiros, está a ser prejudicada por ter a única "culpa" de se dedicar ao estudo do Pensamento Português e da Filosofia em Portugal.”. Sublinhamos: “a sistemática exclusão, quanto a financiamentos, dos projectos de investigação de pós-doutoramento (e não só) sobre Pensamento Português, por parte das entidades financiadoras (FCT in primis)”.

E conclui-se: “Alguns deles, após anos e anos de frustrações, acabaram por desistir de concorrer nos painéis de Filosofia para passar aos de Literatura (quer ganhando, quer não), numa injustificável mudança de área científica, vivida quase sempre como sendo uma escolha forçada, adulteradora, que menospreza os percursos curriculares na área de Filosofia e especialmente da Filosofia em Portugal. Repare-se ainda num aspecto inquietante, não secundário: apresentar à FCT um projecto/candidatura de pós-doutoramento em Filosofia, escrito em língua portuguesa, parece que se tornou numa espécie de estigma, já que ganham tendencialmente (para não dizer apenas) projectos apresentados em inglês (e, claro, a esmagadora maioria sobre autores estrangeiros).”.

Mesmo para quem não considere (já) a Filosofia, como foi classicamente considerada, como a “rainha dos saberes”, ela decerto terá pelo menos a mesma dignidade de outros saberes. O facto da Filosofia em língua portuguesa estar sistematicamente, ao mais alto nível, a ser boicotada, deveria causar uma onda de indignação, sendo que pouco nos importa saber se as directrizes vêm da União Europeia ou do Estado Português. Seja por acção ou por omissão, o Estado Português é responsável por esta crescente decapitação (filosófica) do país. Por este caminho, como já é evidente noutras áreas, todo o ensino superior vai ser ministrado numa outra língua que não a nossa (leia-se: em inglês). Numa altura em que um outro povo ibérico (leia-se: o catalão) tanto luta pela sua língua e pela sua cultura (independentemente agora das questões constitucionais), custa ver como o povo português parece aceitar, de forma tão dócil, a sua decapitação filosófica.

Prefácio de Adriano Moreira à "Via Lusófona II"



Encontram-se facilmente argumentos contraditórios que se assemelham, de um lado contra ou a favor da unidade europeia, por outro a favor e contra o movimento lusófono. De facto, o problema da unidade europeia, que talvez deva preceder o exame da questão da lusofonia, pela razão de que tem séculos a vocação de organizar a primeira, sendo que a vocação se mantém para além do fracasso da organização ao longo dos tempos, e o mesmo acontece agora com a vocação de afirmar a segunda, parcela que é do europeísmo, deparando-se também com os acidentes da organização. Quanto ao europeísmo, e para evitar enumerar a longa teoria de projectistas da paz europeístas, lembremos todavia que vai da proposta de um tribunal arbitral (Pierre Dubois, século XVI) entre soberanias, a uma espécie de Senado (Podiёbrad, 1464) a tender para o federalismo (William Penn, 1718), para realizar uma partilha interna de impérios findos com a guerra de 1914-1918 a favor dos Estados-Nações convergentes globalmente na Sociedade das Nações, e acabando, neste século XXI sem bússola, e pelo que toca à Europa, num regionalismo, que é a União Europeia, sem conceito estratégico para enfrentar o globalismo, cuja estrutura interna é mal conhecida, quanto às redes múltiplas, interdependências, e até centros de decisão. Porque as gerações vivas procuram naturalmente responder a esta circunstância nova, as correntes de resposta são múltiplas, ou acentuando a perda-recuperação do nacionalismo ou a compensação da soberania individual com a regionalização da nova invenção, ou com tendências para aceitar a terra casa comum dos homens cuja governança falta. Por tudo, as subsistentes memórias plurais do passado entram frequentemente em conflito com os próprios normativismos contratuais ou organizações como a ONU, e, sem surpresas com os regionalismos menores, como é a União Europeia. Acontece que se podemos não esquecer a visão de Camões de uma unidade (cristandade) em que Portugal seria a cabeça da Europa toda, e por isso merece ser citado entre os crentes da unidade europeia, é também o defensor da identidade singular da Pátria em que um fraco Rei faz fraca a forte gente, na época em que, depois da guerra de 1939-1945, a Europa deixou de poder considerar-se “a luz do mundo”, perdeu o Império Euromundista de que Portugal teve parte até 1974, não acertou na governança da plataforma da União, dividiu-a entre ricos e pobres, fez crescer o desamor europeu, viu reaparecer as ambições das pequenas pátrias, e renascer a inquietação dos Estados-Nações, a cuidar de novo das suas raízes, do seu novo isolado futuro, do bem estar dos seus cidadãos, da sua dignidade na comunidade global. É neste clima que o tema do milagre português, que tem a memória camoniana da unidade europeia congregada com a memória da unidade não perdida, assumiu a lusofonia com a importância que sustenta o autor deste livro oportuno, e que não ignora o vigor com que analistas atentos, multiplicam os avisos e críticas contra a forma como a unidade europeia vai perdendo vigor, com falta de conceito estratégico, com tendência para reviver o directório de má história, tudo agravando a circunstância da lusofonia e do luso-tropicalismo, que devia ser a bandeira do enfraquecido Estado português, que é a do nosso autor, que não pode ser diminuída, porque é um alicerce nosso. O facto de Portugal sempre ter necessitado de um apoio externo, e, findo o Império Euromundista, ter racionalmente seguido a União da frente marítima atlântica na decisão de abandonar as responsabilidades coloniais, isso não impede querer fortalecer outras parcelas de liberdade nacional, nem ignorar ter obrigações para com outras organizações, como a ONU e o BIT, o que parece ter sido esquecido no regime da troika e sequelas vigentes. Ora, de todos os países que partilharam o Império Euromundista findo com a guerra de 1939-1945, e a filosofia da ONU, foi Portugal o único que, depois de uma guerra longa, ao lado das guerras pesadas que todos os outros sustentaram (França, Holanda, Inglaterra, Bélgica), conseguiu inspirar a organização da CPLP e do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, lançando as ideias a que o Brasil deu força e organização. Ignorar que a língua portuguesa é uma janela de liberdade, é por exemplo não meditar na importância universitária que lhe dá a Universidade Católica de Tóquio, ou o interesse que em 2005 levou o governo de Pequim a delegar no governo de Macau o estudo da língua, “para aproveitar a herança portuguesa”: deixámos em Macau uma escola portuguesa, julgo que nesta data a China tem catorze, e aqui começa a ser institucionalizado o ensino do Mandarim. O erro, creio, é não admitir que a “língua portuguesa não é nossa, também é nossa”. Isto porque em cada latitude onde se fala absorve valores diferentes que nos outros não acolhe, a começar com o português do Brasil com os seus valores dos nativos, africanos, alemães, portugueses, italianos, tendo uma música específica. É este erro que tem expressão no querer submeter a língua a tratados, ignorando que é um organismo vivo, cuja vida não é neutra em relação à circunstância. Por outro lado, depois do fim do império Euromundista, a CPLP é uma expressão de “maneira portuguesa de estar no mundo”, o que implica, para além dos erros cometidos, como a inquisição, o transporte de escravos, a expulsão dos judeus, o estatuto jurídico diferenciado das populações, ter conseguido, pela intervenção universitária e missionária da já intitulada Escola Ibérica da Paz, onde o padre António Vieira tem parte actual, dar uma contribuição notável para o património imaterial da Humanidade, usando a comunidade de afectos que permitiu a organização da CPLP e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Por vezes é citada a Comunidade Britânica, anterior à segunda guerra mundial, mas vistas as diferenças em relação aos países que não são de origem anglo-saxónica, a semelhança não existe. O cimento dessa nossa afinidade parece ser, como foi na formação demorada das Nações, a comunidade de afectos entre as etnias encontradas e os colonizadores finalmente encaminhados não para a tolerância, mas para o respeito das diferenças. A unidade europeia não é incompatível com isto, falta-lhe o culto acentuado da comunidade de afectos, acima das memórias imperiais, que sobreviveram a duas guerras mundiais. Por isso, é um serviço, não apenas aos interesses de Portugal, mas aos do património imaterial comum da humanidade, a defesa dos valores lusófonos, a que se dedicou o MIL.

O Livro do MIL, já na sua terceira edição...

Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org

O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

domingo, 22 de outubro de 2017

MIL-Notícias, Brasil...

Papa apela a um clero "unido" para enfrentar "corrupção escandalosa" no Brasil
O papa Francisco reclamou hoje a necessidade de um clero "unido, fraterno e solidário" no Brasil para enfrentar a "corrupção escandalosa" no país, numa reunião com a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma.