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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 21 de janeiro de 2017

De 28 de Janeiro a 25 de Novembro, no Porto: 150 anos de Raul Brandão e António Nobre...


Prefácio de Adriano Moreira à "Via Lusófona II"



Encontram-se facilmente argumentos contraditórios que se assemelham, de um lado contra ou a favor da unidade europeia, por outro a favor e contra o movimento lusófono. De facto, o problema da unidade europeia, que talvez deva preceder o exame da questão da lusofonia, pela razão de que tem séculos a vocação de organizar a primeira, sendo que a vocação se mantém para além do fracasso da organização ao longo dos tempos, e o mesmo acontece agora com a vocação de afirmar a segunda, parcela que é do europeísmo, deparando-se também com os acidentes da organização. Quanto ao europeísmo, e para evitar enumerar a longa teoria de projectistas da paz europeístas, lembremos todavia que vai da proposta de um tribunal arbitral (Pierre Dubois, século XVI) entre soberanias, a uma espécie de Senado (Podiёbrad, 1464) a tender para o federalismo (William Penn, 1718), para realizar uma partilha interna de impérios findos com a guerra de 1914-1918 a favor dos Estados-Nações convergentes globalmente na Sociedade das Nações, e acabando, neste século XXI sem bússola, e pelo que toca à Europa, num regionalismo, que é a União Europeia, sem conceito estratégico para enfrentar o globalismo, cuja estrutura interna é mal conhecida, quanto às redes múltiplas, interdependências, e até centros de decisão. Porque as gerações vivas procuram naturalmente responder a esta circunstância nova, as correntes de resposta são múltiplas, ou acentuando a perda-recuperação do nacionalismo ou a compensação da soberania individual com a regionalização da nova invenção, ou com tendências para aceitar a terra casa comum dos homens cuja governança falta. Por tudo, as subsistentes memórias plurais do passado entram frequentemente em conflito com os próprios normativismos contratuais ou organizações como a ONU, e, sem surpresas com os regionalismos menores, como é a União Europeia. Acontece que se podemos não esquecer a visão de Camões de uma unidade (cristandade) em que Portugal seria a cabeça da Europa toda, e por isso merece ser citado entre os crentes da unidade europeia, é também o defensor da identidade singular da Pátria em que um fraco Rei faz fraca a forte gente, na época em que, depois da guerra de 1939-1945, a Europa deixou de poder considerar-se “a luz do mundo”, perdeu o Império Euromundista de que Portugal teve parte até 1974, não acertou na governança da plataforma da União, dividiu-a entre ricos e pobres, fez crescer o desamor europeu, viu reaparecer as ambições das pequenas pátrias, e renascer a inquietação dos Estados-Nações, a cuidar de novo das suas raízes, do seu novo isolado futuro, do bem estar dos seus cidadãos, da sua dignidade na comunidade global. É neste clima que o tema do milagre português, que tem a memória camoniana da unidade europeia congregada com a memória da unidade não perdida, assumiu a lusofonia com a importância que sustenta o autor deste livro oportuno, e que não ignora o vigor com que analistas atentos, multiplicam os avisos e críticas contra a forma como a unidade europeia vai perdendo vigor, com falta de conceito estratégico, com tendência para reviver o directório de má história, tudo agravando a circunstância da lusofonia e do luso-tropicalismo, que devia ser a bandeira do enfraquecido Estado português, que é a do nosso autor, que não pode ser diminuída, porque é um alicerce nosso. O facto de Portugal sempre ter necessitado de um apoio externo, e, findo o Império Euromundista, ter racionalmente seguido a União da frente marítima atlântica na decisão de abandonar as responsabilidades coloniais, isso não impede querer fortalecer outras parcelas de liberdade nacional, nem ignorar ter obrigações para com outras organizações, como a ONU e o BIT, o que parece ter sido esquecido no regime da troika e sequelas vigentes. Ora, de todos os países que partilharam o Império Euromundista findo com a guerra de 1939-1945, e a filosofia da ONU, foi Portugal o único que, depois de uma guerra longa, ao lado das guerras pesadas que todos os outros sustentaram (França, Holanda, Inglaterra, Bélgica), conseguiu inspirar a organização da CPLP e do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, lançando as ideias a que o Brasil deu força e organização. Ignorar que a língua portuguesa é uma janela de liberdade, é por exemplo não meditar na importância universitária que lhe dá a Universidade Católica de Tóquio, ou o interesse que em 2005 levou o governo de Pequim a delegar no governo de Macau o estudo da língua, “para aproveitar a herança portuguesa”: deixámos em Macau uma escola portuguesa, julgo que nesta data a China tem catorze, e aqui começa a ser institucionalizado o ensino do Mandarim. O erro, creio, é não admitir que a “língua portuguesa não é nossa, também é nossa”. Isto porque em cada latitude onde se fala absorve valores diferentes que nos outros não acolhe, a começar com o português do Brasil com os seus valores dos nativos, africanos, alemães, portugueses, italianos, tendo uma música específica. É este erro que tem expressão no querer submeter a língua a tratados, ignorando que é um organismo vivo, cuja vida não é neutra em relação à circunstância. Por outro lado, depois do fim do império Euromundista, a CPLP é uma expressão de “maneira portuguesa de estar no mundo”, o que implica, para além dos erros cometidos, como a inquisição, o transporte de escravos, a expulsão dos judeus, o estatuto jurídico diferenciado das populações, ter conseguido, pela intervenção universitária e missionária da já intitulada Escola Ibérica da Paz, onde o padre António Vieira tem parte actual, dar uma contribuição notável para o património imaterial da Humanidade, usando a comunidade de afectos que permitiu a organização da CPLP e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Por vezes é citada a Comunidade Britânica, anterior à segunda guerra mundial, mas vistas as diferenças em relação aos países que não são de origem anglo-saxónica, a semelhança não existe. O cimento dessa nossa afinidade parece ser, como foi na formação demorada das Nações, a comunidade de afectos entre as etnias encontradas e os colonizadores finalmente encaminhados não para a tolerância, mas para o respeito das diferenças. A unidade europeia não é incompatível com isto, falta-lhe o culto acentuado da comunidade de afectos, acima das memórias imperiais, que sobreviveram a duas guerras mundiais. Por isso, é um serviço, não apenas aos interesses de Portugal, mas aos do património imaterial comum da humanidade, a defesa dos valores lusófonos, a que se dedicou o MIL.

Polémica sobre a Lusofonia chegou à Itália...

Fabrizio Boscaglia, in “Cenni sulla lusofonia”, Eurasia: revista di studi geopolitici, Parma, 3/ 2013, pp. 179-189.

O Livro do MIL, já na sua terceira edição...

Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org

13-14 de Novembro: V Congresso da Cidadania Lusófona

Para mais informações:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Também no jornal “Público”: Uma memória de Mário Soares


A ocasião mais significativa em que me cruzei com Mário Soares ocorreu em 2011, na Academia das Ciências de Lisboa. O MIL: Movimento Internacional Lusófono ia entregar o Prémio Personalidade Lusófona a Ximenes Belo e, sem que estivesse à espera disso, Mário Soares apareceu na sessão. Adriano Moreira, então Presidente da Academia das Ciências, convidou-o para a mesa de honra.

Quando chegou a minha vez de intervir na sessão, justificando a entrega do Prémio, olhei para Mário Soares e tive um momento de hesitação. No meu discurso, enaltecia longamente a personalidade de Ximenes Belo e, mais longamente ainda, a personalidade do povo timorense. Como então fiz questão de frisar, aquele prémio era entregue a Ximenes Belo e, na sua pessoa, a todo o povo timorense: no essencial, por ter conseguido resistir à brutal ocupação indonésia e, depois da libertação, por se ter integrado na CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, reafirmando assim a sua condição de país irmão lusófono.

A par disso, tecia também algumas considerações sobre todo o processo de descolonização. E seria hipócrita não o fazer: a ocupação indonésia de Timor-Leste não aconteceu no vazio. Foi, ao contrário, a última etapa de um processo catastrófico que se iniciou com uma descolonização nada exemplar, que propiciou inclusivamente uma guerra civil. E de pouco vale alegar aqui que as guerras civis que ocorreram em Timor-Leste e noutros países então descolonizados foram uma consequência da Guerra Fria (entre os Estados Unidos da América e a União Soviética).

Decerto, isso é verdade. Simplesmente, a Guerra Fria já existia muito antes do processo da descolonização. A sua existência deveria antes ter levado a um cuidado redobrado, não a uma descolonização apressada, para dizer o mínimo. Feita como foi, o resultado foi catastrófico – e não apenas em Timor-Leste. Países como Angola e Moçambique ainda hoje se procuram recompor de uma guerra civil particularmente sangrenta. E nos países em que não houve propriamente uma guerra civil, logo se instauraram ditaduras de partido único, o que não deixa de ser também tragicamente irónico quando se fala de um processo de descolonização que pretendia ser um processo de libertação. Face a tudo isso, insistir na tese da “descolonização exemplar” constitui uma piada de (muito) mau gosto.

Sendo que, no caso de Timor-Leste, há responsabilidades acrescidas. No texto que levava escrito, falava disso, aludindo até a uma tristemente célebre passagem de uma obra de Mário Soares (“Portugal amordaçado”, 1973), em que se caracterizava Timor-Leste como “uma ilha indonésia que não tem grande coisa a ver com Portugal”. No meu discurso, porém, preferi passar por cima dessa passagem. Preferi pensar que a presença de Mário Soares na sessão tinha sido uma forma de o próprio se retractar dessa página mais negra dessa sua obra, senão mesmo de toda a sua vida. Na hora da sua morte, prefiro pensar que foi isso mesmo que aconteceu. É mais do que tempo de virarmos, todos, essa página.
 

15-18 de Novembro: 2º Festival TABULA RASA

Co-organização MIL/ NOVA ÁGUIA - para mais informações:
 

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona (I e II)" como oferta...



Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"José Enes: Pensamento e Obra", mais uma obra promovida pelo MIL...


No conjunto, este livro representa um instrumento valioso e indispensável para o estudo do pensamento e da obra do Professor Enes, pois os ensaios que reúne, ao tomarem para análise os seus próprios textos, trazem um inestimável contributo para a sua compreensão e difusão. Desde a biografia e bibliografia até à gnosiologia, ontologia, ética e teologia, passando ainda pela crítica literária, pela reflexão sobre a universidade, a sociedade e a política, o pensamento e a obra do Professor José Enes ganham em muitos dos estudos aqui incluídos uma grandeza, porventura mais perceptível e imponente do que o apreço que em vida o autor logrou conhecer. Simultaneamente, a alta personalidade do professor, do filósofo, do poeta, do humanista, do homem de cultura e de acção que foi José Enes sobressai ao longo do livro, recolhendo um justo e comovedor reconhecimento, que é penhor do lugar de relevo que este grande «português dos Açores» ocupa no pensamento e na cultura que se exprime em língua portuguesa.
 
AA.VV., "José Enes: Pensamento e Obra", coord. de Carlos Pacheco Amaral, Manuel Cândido Pimentel e Renato Epifânio, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2016, 474 pp.
ISBN: 978-989-8661-64-7
Para encomendar: info@movimentolusofono.org
 
Outras obras promovidas pelo MIL:

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Ainda sobre Fidelino de Figueiredo...


Numa visão estrita, para não dizer estreita, do existencialismo, tal como ele se configurou enquanto corrente filosófica e cultural no século XX, Fidelino de Figueiredo não foi de todo um existencialista, mesmo quando defendeu que os “existencialistas franceses têm razão indiscutível, quando matam com certo desdém realista esse perturbador e imaginoso problema das essências, coisa tão vã como a querela dos ‘universais’ (…) à qual de resto se articula (in Símbolos & Mitos, Europa-América, 1964, p. 58).

Recordemos que, nessa célebre querela, se confrontaram, no essencial, duas correntes: uma ainda de matriz platónica, para quem os Universais existem (não apenas do ponto de vista temporal como, sobretudo, ontológico) “antes” das coisas (universalia sunt ante res); outra de cariz nominalista, para quem os Universais são considerados como meros nomes, enquanto criações da mente, sem qualquer referente prévio – existindo, assim, “depois” das coisas (universalia sunt post res).

No entanto, a deriva egóica, para não dizer egocêntrica ou subjectivista do existencialismo contemporâneo já não mereceu, de todo, o sua adesão – como chegou a escrever: “Esses existencialistas já não têm sombra de razão quando com mau humor negam a existência do mundo fora do nosso espírito, da sua representação subjectiva e da sua utilização egocêntrica. Por aqui os existencialistas franceses acordam e reforçam o seu parentesco fenomenológico e vão entroncar-se, queiram-no ou não, na velha corrente idealista, e, se analisássemos fundamente essa atitude, contrariariam o seu antiessencialismo, como se perdessem o pé num redemoinho” (idem, p. 58).

Daí, de resto, a sua inequívoca demarcação de duas das mais prominentes figuras do existencialismo: Albert Camus e Jean-Paul Sartre – ainda nas suas palavras: “O livrinho de Camus [O mito de Sísifo] contém um monstruário dos absurdos da existência humana – sem grande acerto na escolha nem na caracterização de cada um” (idem, p. 59); “No código da doutrina, o tratado L´Être e le Néant, de Sartre, fervilham, como de costume, nos escritos de metafísica, os paralogismos que levam à paradoxia e às logomaquias, as petições de princípio, os postulados gratuitos e o subjectivismo impressionista” (idem, p. 60)

Ainda assim, encontramos na sua obra elementos que nos poderão levar a um neo-existencialismo, mas já devidamente depurado dessa deriva egóica, para não dizer egocêntrica ou subjectivista, pelo próprio Fidelino de Figueiredo denunciada e renegada. Falamos sobretudo da importância que dá ao espaço e ao tempo – mais do que ao tempo, à história – e do papel do ser humano enquanto construtor da história e da cultura. Daí que, ao podermos falar de um neo-existencialismo a propósito de Fidelino de Figueiredo, possamos cumulativamente falar de um neo-humanismo. Eis, em suma, a tese que procuraremos aqui verificar – abordando, sucessivamente, os conceitos de “cultura”, “tradição”, “heroísmo” e, finalmente, o seu inovador conceito de “imagem-força”.

*

Comecemos, então, pelo conceito de cultura de Fidelino de Figueiredo – nas suas palavras: “Cultura é o conjunto de ideais condutores, o sistema de juízos e valores, de opções e preferências, que orientam uma época; é a imagem que cada homem civilizado se forma do mundo e do passado da sua espécie, e o plano de actuação futura que se reserva” (Menoridade da Inteligência, Imprensa da Universidade de Coimbra, 1933, pp. 50-51)

Ainda segundo Fidelino de Figueiredo, esse “conjunto de ideias condutores”, que se consubstancia, geração após geração, num “plano de actuação futura”, não se faz necessariamente, nem sequer idealmente, por renegação do passado, antes no respeito da tradição, pelo menos enquanto esta é, nas suas palavras, “uma força viva”, “sangue quente a circular no organismo social, continuidade profunda e involuntária, como o laço familiar, e não doutrina artificiosamente reconstituída pela nostalgia estática ou pela renúncia descoroçoada” (idem, p. 115)

Eis, ainda segundo Fidelino de Figueiredo, a tarefa das elites culturais de qualquer povo, que se devem reger por essa lógica criadora – ou criacionista, como diria Leonardo Coimbra –, senão mesmo por uma lógica de heroísmo – ainda nas suas palavras: “Por heroísmo entendo eu, não só a sua forma marcial, mas todas as potencialidades humanas levadas ao máximo, o predomínio dos melhores, a reconquista dos direitos da inteligência, da força moral, do ideal interior, para fazer impor e triunfar uma ideia: a capacidade de curvar, obediente, a argila humana às dedadas do génio” (Torre de Babel, Empresa Literária Fluminense, 1925, p. 172).

Entrevemos aqui toda a importância dada à cultura, na sua prevalência sobre todos os demais planos – nomeadamente, os planos social, económico e político. Daí também, enfim, o seu conceito de “imagens-força” (cf., por exemplo, Interpretações, Editorial Nobel, 1944, p. 30). Correspondem estas às “visões do mundo” que, historicamente, se tornaram hegemónicas ao longo dos séculos – desde a visão mítica do mundo, passando pela visão clássica (de matriz aristotélica), até à visão do Renascimento e da Contemporaneidade (onde, para Fidelino de Figueiredo, a figura de Einstein, e da sua física relativista, avulta). Pois bem – perguntamos: não será tempo de se abrir uma nova visão do mundo, uma visão não diremos “neo-existencialista” mas, de forma assumida e descomplexada, “neo-humanista”?

MIL-Notícias, Cabo Verde...

Cabo Verde está a regularizar dívidas de cotizações a organizações internacionais – ministro
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde disse hoje à agência Lusa que o país está a regularizar as dívidas de 2,7 milhões de euros de cotizações que tem junto de organizações internacionais de que faz parte.