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Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 40 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)
NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"

"Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa"
Trata-se, actualmente, de poder começar a fabricar uma comunidade dos países de língua portuguesa, política essa que tem uma vertente cultural e uma outra, muito importante, económica.

A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo.


Agostinho da Silva

sábado, 27 de agosto de 2016

Também no Jornal "Público": "Em Goa algo de novo!"


Balanço do IV Congresso da Cidadania Lusófona

De ano para ano, o modelo dos Congressos da Cidadania Lusófona, coordenados pelo MIL: Movimento internacional Lusófono em parceria com outras associações da sociedade civil, de Portugal e dos restantes países e regiões de língua portuguesa, tem sido afinado. Neste quarto Congresso, julgamos ter chegado ao modelo (quase) perfeito.
Obviamente, há sempre pormenores a melhorar e subsiste o problema de sempre: o público. Ainda que, no primeiro dia, devido sobretudo ao “factor D. Duarte” (a quem foi entregue o Prémio MIL Personalidade Lusófona), tenhamos conseguido encher a grande e magnífica Sala Algarve da Sociedade de Geografia de Lisboa, com várias centenas de pessoas.
Quanto à cobertura dos “media”, ou à falta dela, talvez seja até melhor não haver. Neste ano, o Canal Q cobriu parte dos trabalhos do segundo dia e centrou toda a sua abordagem na questão da Guiné-Equatorial. Espantoso: estão mais de uma dezena de associações da sociedade civil a fazer o balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vinte anos após a sua criação, durante dois dias, em reflexão partilhada com uma assistência interessada e participativa, mas, para os nossos “media”, “isso agora não interessa nada”.
Conforme reiterámos na mesa de encerramento deste IV Congresso da Cidadania Lusófona, presidida pelo Professor Guilherme de Oliveira Martins, que, uma vez mais, fez questão de estar presente, nós somos, porém, maratonistas. Sabemos bem que este caminho de convergência entre todos os países e regiões do espaço lusófono – no plano cultural, desde logo, como também nos planos social, económico e político – é uma corrida de fundo.
Por isso, iremos continuar – que ninguém tenha a menor dúvida quanto a isso. No próximo ano, irá decerto decorrer mais um Congresso da Cidadania Lusófona. No devido tempo, anunciaremos o tema, a data e o local. Há vontade de levar estes Congressos a outros países e regiões do espaço lusófono. Veremos se isso será possível já no próximo ano. A única condição imposta é que se mantenha a representatividade alcançada nestes quatro Congressos já realizados – em que estiveram representados todos os países e regiões do espaço lusófono. Decerto, eis o que se irá manter e até reforçar nos próximos Congressos.
Quanto ao balanço da CPLP, houve uma sintonia no diagnóstico e na terapêutica: se a CPLP não tem feito mais em prol deste caminho da Convergência Lusófona, tal decorre não tanto por incapacidade própria, mas, sobretudo, por falta de empenho dos diversos Governos, que, ao longo destas duas décadas, nunca apostaram suficientemente nesta plataforma político-diplomática. Daí que, face à inércia dos diversos Governos, sempre mais preocupados com as próximas eleições do que com desígnios estratégicos, é à Sociedade Civil que cabe, em primeiro lugar, abrir este caminho da Convergência Lusófona.
 
Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

De Timor-Leste, uma notícia para encher a alma lusófona


Nestes últimos tempos, as notícias que nos chegam do espaço lusófono são quase sempre negativas – em particular, dos chamados PALOPs, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa: em Moçambique, há um clima de regresso à guerra civil; em Angola, apesar da recente libertação de Luaty Beirão e seus companheiros, continua-se muito longe de um verdadeiro Estado de Direito; na Guiné-Bissau, a crise política parece tornar-se crónica; em São Tomé e Príncipe, as últimas eleições presidenciais foram boicotadas pelos candidatos perdedores na primeira volta, etc. Como quase sempre, Cabo Verde tem sido a excepção que confirma a regra.

Volta e meia, porém, há notícias que nos enchem a alma – eis um exemplo recente: «O Conselho de Ministros de Timor-Leste aprovou a doação de dois milhões de euros a Portugal para apoio no combate aos incêndios que atingem o país e ajuda às vítimas, informou o governo timorense. Em comunicado, o governo de Timor-Leste precisa que 1,25 milhões de euros se destinam "a apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios" e 750 mil euros "são para socorro directo às populações afectadas". O primeiro-ministro timorense, Rui Maria de Araújo, convocou a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, por considerar "alarmante" a situação em Portugal.».

Decerto, haverá quem em Portugal reaja de forma menos positiva a uma notícia como esta – desde logo, alegando que Timor-Leste é um país muito mais carenciado do que Portugal. Outros ficarão até indignados. Como posso testemunhar, há portugueses que não compreendem de todo a afeição que os timorenses continuam a ter por nós, considerando inclusive que isso decorre ainda de uma insuficiente “descolonização das mentes”. Para tais pessoas (que existem, reitero), a forma como, por exemplo, se comemorou em Timor-Leste a recente vitória de Portugal no Europeu de Futebol não só deve não ser valorizada como, inclusive, deve ser condenada, como se, de facto, a forma efusiva como se comemorou em Timor-Leste a recente vitória de Portugal no Europeu de Futebol fosse um sinal da menoridade política dos timorenses.

Escusado será dizer que a nossa visão é por inteiro contrária. Por isso, consideramos que Portugal deve aceitar, sem qualquer sobranceria, a doação timorense – por mais que, de facto, Timor-Leste seja um país muito mais carenciado do que Portugal. Quanto ao mais, são esses sinais que nos fazem fortalecer a convicção de que a lusofonia é muito mais do que um sonho. Como já foi mil vezes defendido, as comunidades políticas só se constituem historicamente se forem, antes de tudo o mais, comunidades de afectos. A comunidade lusófona está ainda muito longe de ser uma comunidade política (como o relativo fracasso da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, vinte anos após a sua criação, bem o atesta). Mas é já, inequivocamente, uma comunidade de afectos. E isso, por si só, é garantia de futuro.

O Livro do MIL, já na sua terceira edição...

Edição revista e aumentada - para encomendar:
info@movimentolusofono.org

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Torne-se Sóci@ do MIL e receba "A Via Lusófona (I e II)" como oferta...



Para aceder às fichas de Sóci@ do MIL:

Proposta de Saudação MIL ao Brasil pelas Olimpíadas de 2016


Saudamos todo o povo brasileiro pelos memoráveis Jogos Olímpicos realizados no Rio de Janeiro, em Agosto deste ano. Depois de tantos maus augúrios, que mil e uma vezes anteciparam a catástrofe, não podemos deixar de nos regozijar com a boa organização de um evento que juntou milhares de atletas de todo o mundo, nas mais diversas modalidades.

Como em todos os restantes países lusófonos, também no Brasil há quem prefira pôr a parte (e o partido) acima e à frente do todo – tendo por isso “torcido” para que tudo corresse o pior possível.

Felizmente, salvo um ou outro pequeno incidente – que sempre ocorrem em eventos desta complexidade e magnitude –, o balanço final não pode deixar de se considerar muito positivo, para mais num país que vive – como todos sabemos – uma grave crise social, económica e política. Obviamente, essa crise não se resolveu com as Olimpíadas, mas ter-se-ia agravado ainda mais se estas não tivessem corrido bem.

Durante quase um mês, todos os olhos do mundo estiveram centrados no Brasil. Se os Jogos Olímpicos tivessem sido uma catástrofe, como mil e uma vezes se antecipou, a imagem do Brasil para o resto do mundo teria ficado irreversivelmente manchada. Com o sucesso destas Olimpíadas, o Brasil volta a ser, aos olhos do mundo, um país de futuro, em que vale a pena continuar a confiar.

Salientamos que esta foi a primeira vez que umas Olimpíadas se realizaram no espaço lusófono. Apenas das Olimpíadas já não terem o mesmo simbolismo de outrora, elas continuam a ser um evento mediático sem paralelo. Nunca no passado tantas pessoas por todo o mundo tiveram, ao mesmo tempo, a oportunidade de ouvir a língua portuguesa, falada ou cantada. Isso, por si só, é digno de ser salientado. Por isso, o sucesso destas Olimpíadas não foi apenas algo de benéfico para o Brasil – foi igualmente algo de muito benéfico para toda a Lusofonia.

Uma palavra final relativa à importância do desporto. Apesar das Olimpíadas já não conseguirem suspender guerras e de muitas modalidades se terem, pelo menos em parte, mercantilizado, o desporto continua a ser um dos motivos maiores de celebração do que a humanidade tem de melhor. Por isso, consideramos que uma das vias de aproximação dos diversos povos de língua portuguesa deveria ser essa, através da realização regular de grandes eventos, que juntassem atletas de todos os países e regiões do espaço lusófono.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

"Agostinho da Silva - Ele Próprio" - Filmado por António Escudeiro - Edições Zéfiro - Nova edição na íntegra num só vídeo



O MIL, a(s) Esquerda(s) e a(s) Direitas(s)...



José Pedro Zuquete, in Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas, coord. de Riccardo Marchi, Lisboa, Texto Editora, 2014, p. 420.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Fotos do IV Congresso da Cidadania Lusófona (22-23 de Março), com lançamento da NOVA ÁGUIA 17...

Para Ver:

Prefácio de Adriano Moreira à "Via Lusófona II"



Encontram-se facilmente argumentos contraditórios que se assemelham, de um lado contra ou a favor da unidade europeia, por outro a favor e contra o movimento lusófono. De facto, o problema da unidade europeia, que talvez deva preceder o exame da questão da lusofonia, pela razão de que tem séculos a vocação de organizar a primeira, sendo que a vocação se mantém para além do fracasso da organização ao longo dos tempos, e o mesmo acontece agora com a vocação de afirmar a segunda, parcela que é do europeísmo, deparando-se também com os acidentes da organização. Quanto ao europeísmo, e para evitar enumerar a longa teoria de projectistas da paz europeístas, lembremos todavia que vai da proposta de um tribunal arbitral (Pierre Dubois, século XVI) entre soberanias, a uma espécie de Senado (Podiёbrad, 1464) a tender para o federalismo (William Penn, 1718), para realizar uma partilha interna de impérios findos com a guerra de 1914-1918 a favor dos Estados-Nações convergentes globalmente na Sociedade das Nações, e acabando, neste século XXI sem bússola, e pelo que toca à Europa, num regionalismo, que é a União Europeia, sem conceito estratégico para enfrentar o globalismo, cuja estrutura interna é mal conhecida, quanto às redes múltiplas, interdependências, e até centros de decisão. Porque as gerações vivas procuram naturalmente responder a esta circunstância nova, as correntes de resposta são múltiplas, ou acentuando a perda-recuperação do nacionalismo ou a compensação da soberania individual com a regionalização da nova invenção, ou com tendências para aceitar a terra casa comum dos homens cuja governança falta. Por tudo, as subsistentes memórias plurais do passado entram frequentemente em conflito com os próprios normativismos contratuais ou organizações como a ONU, e, sem surpresas com os regionalismos menores, como é a União Europeia. Acontece que se podemos não esquecer a visão de Camões de uma unidade (cristandade) em que Portugal seria a cabeça da Europa toda, e por isso merece ser citado entre os crentes da unidade europeia, é também o defensor da identidade singular da Pátria em que um fraco Rei faz fraca a forte gente, na época em que, depois da guerra de 1939-1945, a Europa deixou de poder considerar-se “a luz do mundo”, perdeu o Império Euromundista de que Portugal teve parte até 1974, não acertou na governança da plataforma da União, dividiu-a entre ricos e pobres, fez crescer o desamor europeu, viu reaparecer as ambições das pequenas pátrias, e renascer a inquietação dos Estados-Nações, a cuidar de novo das suas raízes, do seu novo isolado futuro, do bem estar dos seus cidadãos, da sua dignidade na comunidade global. É neste clima que o tema do milagre português, que tem a memória camoniana da unidade europeia congregada com a memória da unidade não perdida, assumiu a lusofonia com a importância que sustenta o autor deste livro oportuno, e que não ignora o vigor com que analistas atentos, multiplicam os avisos e críticas contra a forma como a unidade europeia vai perdendo vigor, com falta de conceito estratégico, com tendência para reviver o directório de má história, tudo agravando a circunstância da lusofonia e do luso-tropicalismo, que devia ser a bandeira do enfraquecido Estado português, que é a do nosso autor, que não pode ser diminuída, porque é um alicerce nosso. O facto de Portugal sempre ter necessitado de um apoio externo, e, findo o Império Euromundista, ter racionalmente seguido a União da frente marítima atlântica na decisão de abandonar as responsabilidades coloniais, isso não impede querer fortalecer outras parcelas de liberdade nacional, nem ignorar ter obrigações para com outras organizações, como a ONU e o BIT, o que parece ter sido esquecido no regime da troika e sequelas vigentes. Ora, de todos os países que partilharam o Império Euromundista findo com a guerra de 1939-1945, e a filosofia da ONU, foi Portugal o único que, depois de uma guerra longa, ao lado das guerras pesadas que todos os outros sustentaram (França, Holanda, Inglaterra, Bélgica), conseguiu inspirar a organização da CPLP e do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, lançando as ideias a que o Brasil deu força e organização. Ignorar que a língua portuguesa é uma janela de liberdade, é por exemplo não meditar na importância universitária que lhe dá a Universidade Católica de Tóquio, ou o interesse que em 2005 levou o governo de Pequim a delegar no governo de Macau o estudo da língua, “para aproveitar a herança portuguesa”: deixámos em Macau uma escola portuguesa, julgo que nesta data a China tem catorze, e aqui começa a ser institucionalizado o ensino do Mandarim. O erro, creio, é não admitir que a “língua portuguesa não é nossa, também é nossa”. Isto porque em cada latitude onde se fala absorve valores diferentes que nos outros não acolhe, a começar com o português do Brasil com os seus valores dos nativos, africanos, alemães, portugueses, italianos, tendo uma música específica. É este erro que tem expressão no querer submeter a língua a tratados, ignorando que é um organismo vivo, cuja vida não é neutra em relação à circunstância. Por outro lado, depois do fim do império Euromundista, a CPLP é uma expressão de “maneira portuguesa de estar no mundo”, o que implica, para além dos erros cometidos, como a inquisição, o transporte de escravos, a expulsão dos judeus, o estatuto jurídico diferenciado das populações, ter conseguido, pela intervenção universitária e missionária da já intitulada Escola Ibérica da Paz, onde o padre António Vieira tem parte actual, dar uma contribuição notável para o património imaterial da Humanidade, usando a comunidade de afectos que permitiu a organização da CPLP e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Por vezes é citada a Comunidade Britânica, anterior à segunda guerra mundial, mas vistas as diferenças em relação aos países que não são de origem anglo-saxónica, a semelhança não existe. O cimento dessa nossa afinidade parece ser, como foi na formação demorada das Nações, a comunidade de afectos entre as etnias encontradas e os colonizadores finalmente encaminhados não para a tolerância, mas para o respeito das diferenças. A unidade europeia não é incompatível com isto, falta-lhe o culto acentuado da comunidade de afectos, acima das memórias imperiais, que sobreviveram a duas guerras mundiais. Por isso, é um serviço, não apenas aos interesses de Portugal, mas aos do património imaterial comum da humanidade, a defesa dos valores lusófonos, a que se dedicou o MIL.

8 e 9 de Setembro, no Porto | 2º Congresso Português de Filosofia

Ver Programa:

Tema de Abertura da NOVA ÁGUIA 19 (1º semestre de 2017)


- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Para o 19º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.
Para mais informações:

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MIL-Notícias, Brasil...

Supremo Tribunal do Brasil recusa pedido de Dilma para anular processo de 'impeachment'
 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, rejeitou terça-feira uma petição da defesa de Dilma Rousseff para anular a sessão do Senado (câmara alta parlamentar) na qual os parlamentares decidiram abrir formalmente o processo de 'impeachment' (destituição).


Segundo os advogados da Presidente com mandato suspenso, alguns dos procedimentos utilizados na sessão, realizada 10 de agosto, teriam violado os direitos de Dilma Rousseff.
Em resposta a este pedido o presidente do Supremo explicou em despacho que o tribunal não poderia interferir na questão já que a abertura do processo foi uma decisão tomada no Congresso.
Esta não foi a primeira vez que a defesa de Dilma Rousseff entrou com recursos para tentar parar o 'impeachment'. Em todas as ocasiões os pedidos foram rejeitados.
Dilma Rousseff é acusada de ter cometido crime de responsabilidade ao praticar manobras fiscais com o objetivo de melhorar as contas públicas e assinar decretos a autorizar despesas que não estavam previstas no orçamento.
O seu julgamento inicia-se quinta-feira às 09:00 locais (13:00 em Lisboa) e não existe um prazo determinado para finalizar.
Se se confirmar, o 'impeachment' de Dilma Rousseff será o primeiro da história do Brasil em que o Presidente lutou até ao fim.
Para tal, basta que 54 dos 81 senadores, que compõem a câmara alta devem considerá-la culpada.
Neste caso, o Presidente interino Michel Temer governará o Brasil até 2018, ano em que se realizarão novas eleições presidenciais.
Diário Digital com Lusa